Curitiba: às Vezes me Sinto na Roça
- 7 de outubro, 2010
Pessoal, só um desabafo rápido. Sei que estou atrasado nos vídeos, muitos afazeres, então enquanto isso, seguem alguns comentários sobre uma breve experiência que tive ontem à noite, e que não foi a primeira vez…
Vocês já tiveram a sensação de que o povo de Curitiba valoriza demais as coisas cotidianas? Sabe, aquela mania de transformar batida de para-choque em acontecimento do ano, compra da farmácia em acontecimento social e acontecimento social em evento do milênio?
Enfim, ontem eu passava próximo ao Jardim Social, lá pelas 21h, estava atrasado para um compromisso e não havia jantado. Só queria comer algo. Pensei em passar no Drive Thru do McDonald’s do Jardim Social, mas ao chegar perto, me deparei com uma fila de carros que dava a volta em todo o estacionamento. Deveriam ter uns 15 carros enfileirados pelo menos, naquela vagareza costumaz típica desta loja em especial. Resolvi parar no estacionamento, descer e pedir um lanche.
Ao entrar na loja, para minha surpresa, havia uma fila de umas 10 pessoas em um caixa único. Imaginei que seria rápido. Enquanto isso, resolvi usar o banheiro, que para minha surpresa, fez eu me sentir num legítimo Burger King americano, naquelas lojas de New York que não têm espaço para um banheiro digno: uma latrina completa, papel espalhado por tudo, imundo, saboneteira estragada e sem papel para secar as mãos… Ou seja, do ponto de vista de sujeira, eles se superaram.
Voltei para a fila, que não havia andado, esperei mais 5 minutos e continuava travada. DIFÍCIL. Virei as costas e fui embora, missão abortada. Parei no posto Ipiranga ao lado, loja de conveniência AM/PM, na esperança de achar qualquer salgado que não parecesse colocar minha vida em risco. Para minha surpresa, após olhar estranho para a meia dúzia de salgados ressecados, a atendente falou que já tinha desligado os salgados, que não tinha nada “bom”. Olhei no relógio para ter certeza de que não era madugada, fim de turno ou algo do gênero, afinal de contas, eu só queria uma p**** de um lanche! Constatei que eu realmente não estava louco, eram apenas 21h15…
Mas a bebida alcoólica, ah sim, esta estava rolando solta. Um bando de vileiros e seus possantes populares estavam lá, som alto, carro cheio de macho e bebendo, para isso a conveniência serve. Eta programão para uma quarta à noite!
OU SEJA: por que diabos não consigo fazer uma p**** de um lanche rápido às 9 da noite de uma quarta-feira, sem ter que enfrentar uma fila quilométrica de gente da periferia que acha “chique” comer fast food? PQP!
Fui para meu compromisso sem comer obviamente, e ao sair, por volta das 23h, passei em outro McDonald’s, desta vez do Batel, só de raiva (não sou fã do McDonald’s não, ok? Só queria comer algo rápido e experimentar o maldito Vinagrete Burger ). Novamente, 23h, fila no Drive… mas esta pelo menos andou rápido.
Curitibano realmente acha chique coisas fúteis. Eu me sinto numa roça. Tenho certeza de em qualquer cidade razoável do interior (Londrina, Maringá) ou em qualquer outra capital, eu poderia encostar o carro em um fast food ou conveniência e comer algo rapidamente e sem stress. Mas não, na roça tudo é complicado. Ô povinho que gosta de fila! Não é a toa que Batel Grill no domingo é sempre aquele espetáculo de gente saindo pela janela… se tem a fila, o povo gosta. Eu tô fora, claro. Só pego fila em São Paulo porque sei que serei bem atendido.
VSF!
Gosto? Assista o vídeo então: “Curitibanos Gostam de Fila“.
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Salve!
Eis o (grande!) texto escolhido para tecer um comentário, um elogio na verdade. Tenho 26 anos, nascido e criado aqui em Curitiba. Dirijo há cerca de 2 anos, e óbvio que por um tempo eu era um destes barbeiros aí (risos). Recentemente eu recebi a indicação do teu excelente blog, e desde então, visito todos os dias.
Teu trabalho é fantástico e você parece ser um cara muito gente fina. Quem vier até aqui no interesse de aprimorar conhecimentos no volante, vai conseguir se tornar um bom motorista, caso coloque tudo em prática. Pode me considerar um dos dispostos a mudar a situação atual.
Porque por enquanto, o trânsito aqui da cidade é caótico, burro, egocêntrico, reflexo de uma mentalidade completamente Batel-SoHo-Sou-Ho-Melhor-Que-Você, que habita os principais bairros desta cidade. Nem todos são assim, claro, mas a maioria deixa transparecer tal sensação. Os teus vários vídeos falam por si só.
Fui pra São Paulo algumas boas vezes. Em todas fui muito bem recebido, especialmente num show que fomos em 2009. Gostei muito de São Paulo e entendo teus frequentes elogios com aquela que é a maior cidade da América Latina.
Curitiba se perdeu e com a Copa 2014 parece estar mais perdida ainda. Ela não é mais uma cidade pequena, tenta passar a imagem de uma cosmopolita financeira (via sobrenomes falidos em colunas sociais), e na indecisão, no vai ou não vai, fica no limbo e lá, faz as toupeiragens. Talvez isso explique as não-arrancadas quando os sinaleiros ficam verdes ou a reunião entre caras que ficam bêbados com meia long neck de Skol, em postos de combustível.
Amo esta cidade, e é por amá-la que reconheço seus defeitos gritantes.
Enquanto boa parte do povo de Curitiba não abandonar essa coisa de querer copiar as babaquices politicamente corretas de uma NYC pós-Giuliani, piorando tudo ao exercer uma mentalidade de uma cidade do tamanho de Goierê (Com todo respeito a Goioerê), estaremos fadados a este caipirismo boçal, que acha que o Batel é o SoHo (Então o Sítio Cercado é o Bronx, right?), que faz fila no McDonalds, que trata padaria como um evento do ano, que lota os shoppings no final de semana só pra “tomar sorvete”, e que faz com que percamos a chance não apenas de conhecer e fazer amizade com demais pessoas, como principalmente de conhecer mulheres, que aqui… Conseguem elevar o egocentrismo.
O trânsito é apenas um reflexo de tudo isso. Dá pra julgar e entender perfeitamente pelos vídeos.
Um grande abraço, e parabéns pelo blog!
Fernando! Puxa, fico realmente emocionado, tocado e me sinto profundamente recompensado quando vejo um comentário como esse. Aliás, por sinal, seu comentário foi um dos melhores que já recebi em mais de um ano de blog. Humildemente, como curitibano nato, você reconhece os defeitos da cidade que ama, não os esconde, aliás, dá boas risadas com eles. Claro, bom humor é sinal de inteligência. Você é uma pessoa sensata como poucas, reconhece na veia os defeitos. Seu comentário pode parecer agressivo para muitos, mas é a mais pura realidade e não li uma linha sequer com a qual eu possa discordar!
Claro, são palavras gentis e de incentivo como as suas e de outros colegas que se tornam a mola propulsora para continuarmos! Afinal, dedico boa parte do meu tempo livre a esse projeto, e olha que eu não tenho muito tempo livre na minha vida!
Muito obrigado, de verdade! Abraços!!!
Estamos juntos, meu amigo! Que este seu trabalho tenha muito tempo e que ele continue atingindo positivamente as pessoas. Não se importe com as (frequentes) críticas, aquelas destrutivas, carregadas de ódio gratuíto, frutos da falta de resposta e de reconhecimento dos próprios erros. O verdadeiro bairrismo que o curitibano precisa aprender significa amar a própria cidade, valorizar a própria cidade, combatendo sempre os defeitos gritantes que ela tem. E aqui tem muitos. Isso é uma das vertentes da cidadania. O que tu fez e continua a fazer com este blog, em mais de 1 ano, nenhum dos críticos destrutivos jamais farão em 10 anos. Mas nem 1% disso! Porque sentam aqui e gastam toda a energia contra você. Se gastassem essa mesma (sic) “produtividade” contra o que realmente importa, talvez teríamos uma gestão de trânsito um pouco melhor nesta cidade (Diretran, Urbs, ninguém merece esta pseudo-máfia). Enfim…O que mostra mais uma vez, quem realmente se importa com a cidade (você!). Tire de letra, engate a quarta marcha, que adiante temos uma longa estrada… Abração!!
Fernando, excelente mais uma vez. Muito obrigado, novamente. O que você fala é muito certo…. os ofendidos de plantão poderiam investir a energia em algo mais útil e produtivo… sem dúvida alguma! Mas… contra a ignorância, meu amigo, que arma temos? Abraços!
Que texto maravilhoso!
Realmente, padaria é o evento do ano, às vezes até com direito a bate-estaca no carro.
Quando curitibano não tá no shopping, tá em feira de artesanato sacaneando os coitados dos artesãos. Sei bem como é. Nunca vi povo pra reclamar “tá caro!” como o curitibano, ou soltar uns “eu sei fazer”, “isso é fácil”,”na casa china tem mais barato”.
Só que todos os meus amigos e conhecidos que tiveram coragem de criar um negócio próprio não são curitibanos.
Curitiba é um caso único de egocentrismo. Compará-la à roça é ofender os roceiros
KKKK não tenho palavras, Larissa! Vc é incrível!
Hahahahahaha reclamar de preço caro na feira de artesanato é o cúmulo. E não dá pra compreender, porque certamente muitos dos “críticos” gostam de torrar dinheiro em baladas caras, e até mesmo produtos caros (tipo camisetas de marcas). Mas para ajudar o comércio local? Não, não. Aí é caro! No money, soy pobre!
Pior que isso só mesmo estes bate-estacas na “PANI”, nas Chevetteras e Corseiras, com direito a aparelhos de som que tocam MP3/WMA no carro, mas cujas músicas funk’s possuem qualidade de 1MB (Chiadas, falhadas e o escambal). Os caras não sabem nem baixar um álbum na internet direito. Está lamentável comprar um mero saco de pães atualmente… Abraços!
É até simples compreender isso. O curitibano preza muito os nomes tradicionais da cidades, as família influentes, mesmo estas estando na… lá mesmo. Portanto, curitibano só compra o que tem etiqueta, o que tem um nome conhecido. E infelizmente feirante não tem marca tradicional.
Quanto ao som maravilhoso do povo, sei bem como é. O vizinho aqui tem um bate-estaca, só toca uma música, e com direito à propaganda do site de onde ele baixou no meio, kkkkk.
“propaganda do site” é foda! kkkk
Parece que tô ouvindo: “dáblio dáblio dáblio ponto baturité ponto com ponto be-érre”… ou “DJ Thiago, fazendo a festa” huahauhuauhuahuu coisa de quem vai na Apoteose huahuahuhuahuhua
Você é de SP mesmo?
Pode ate ser que você não pegue fila nos Drive Thru na capital financeira do Brasil, mais também é so la.
Tente se deslocar em São Paula, se chover desista, pois tudo vai estar alagado, se não chover desista do mesmo jeito , pois vai ter um congestionamento gigante em algum lugar, se tentar pegar um Taxi, vai ter que esperar pois a fila é grande.
Paulista pode ate não fazer fila no Drive , mais adora um congestionamento.
Sem falar na sujeira da cidade e na falta de educação, e principalmente PACIÊNCIA…
Paulista acha que tem que chegar, ser o primeiro, e que todo mundo tem que esticar o tapete vermelho, so pelo fato dele ser Paulistano….
Sera Prepotência, arrogância?
Daonde eu sou, não é da sua conta. Prepotência é a sua que não quer reconhecer os erros da sua cidade… Claramente, você não conhece São Paulo. Mais um provinciano ofendido. Adoro publicar esse tipo de comentário!
Voc não não tem disgnidade de diferenciar burocracia de cidadãos?
Há muita diferença entre você está com pressa, com uma puta fome e ter compromisso, mas isso não justifica sua ofensa a nós!! Vai embora para São Paulo, o que faz de tão importante nessa cidade que tanto odeia? Tchau!!
Joelma, é simples: estou aqui estragando sua linda cidade. Leia: Os Imigrantes que Estragam a Linda Curitiba
Sou curitibana com orgulho e amo essa cidade, mas adoro os seus posts, concordo com muita coisa! =D Curitibano tem muiiiiitas falhas. São egocêntricos e acham que sempre têm razão. Acham que andando a 20 por hora no trânsito estão “evitando acidentes e fazendo a sua parte”. Mulas!!! Imbecis que na primeira oportunidade ultrapassam o sinal vermelho, mudam de faixa a 5 por hora só pra te irritar!, não dão sinal quando vão virar e ainda te xingam se você buzina. Ufa desabafei hehe. Quanto às filas, eu odeio!!! Não como em fast food a noite e evito ir de carro ao shopping porque sei que só vou me estressar. Muitas vezes prefiro ir ao mercado, comprar algo e fazer em casa, mas chegando no caixa pra comprar o que eu encontro?!!! Filas quilométricas pra comprar 2 latinhas de refri e algumas besterinhas pra comer. Por que? Tem 3-4 caixas abertos pra umas 40 pessoas. É uma falta de respeito! O problema, na minha opinião, são os funcionários e os empregadores que não querem proporcionar um serviço de qualidade. Não querem porque com qualidade ou sem, sempre há filas quilométricas nesses lugares e eles vão faturar sendo gentis ou não. Por isso retirei complemente Mc’Donalds da meu cardápio, comida e atendimento péssimos. Parabens pelo blog =)
Olá Caroline, seja muito bem-vinda! Gostei muito de seu comentário, super pertinente, e serve para ver que enfrentamos problemas muito parecidos, não é mesmo? Essa questão de fila nos caixas tem muita motivação na redução de custos com pessoal. Por vezes, estou no posto de gasolina completando o tanque e entro na mesma fila com 3 ou 4 pessoas comprando cigarro e chicletes… e pagando no cartão de débito ainda por cima, o que atrasa mais a fila. As operadoras de cartão incentivam todo mundo a usar o débito, mas eu acho que compras pequenas (qualquer coisa abaixo de R$ 10,00) deveria-se pagar apenas em dinheiro, isto também aceleraria muitas filas! Enfim, continue acompanhando e comentando ok? Já está seguindo nosso Twitter? Abraços.
Penso da seguinte maneira… existem muitas antas dirigindo e acredito que, em homenagem a estes nobres idiotas, nasceu o SINAL VERMELHO CURITIBA. Pois bem, as antas não se restringem ao volante, pode-se encontrar o mesmo tipo de paquiderme pilotando chapas, caixas registradoras, lojas de conveniência, dentre outras funções… É importante frizar: Não quero desmerecer quem faz o seu trabalho de maneira rápida e eficiente (coisa rara hoje em dia em todos os setores) mas a grande maioria das pessoas que nos prestam serviços é assim, lerda e ineficiente… assim como a grande maioria das pessoas que estão atrás de um volante na capital do Paraná.
Acredito que a culpa das “filas e congestionamentos” em comercios é devido à falta de preparo dos prestadores de serviço. Como empregador, afirmo com conhecimento de causa, que material humano é foda! Abraço!
Geison, estou na mesma condição que você, de empregador, e assino embaixo, afinal, a maior parte das pessoas quer um emprego e não um trabalho. De cada 10 pessoas, se consegue aproveitar uma, está com sorte. A gente publica vagas e aparece cada um que é brincadeira! As pessoas não percebem que trabalhar com boa vontade propicia o crescimento, a promoção, a valorização e até mesmo melhora ela como ser humano! Já trabalhar desta forma de merda que o pessoal faz, só torna eles mesmos piores!
Já viu aquele garçom que se você pedir uma coca com gelo e uma coca light com limão, fodeu? Não lembra nem mesmo quem pediu? É pedir demais que consiga servir 2 refrigerantes sem errar né? É isso aí, valeu! Abraços!
Depois que eu digo que Curitiba é uma colônia, ninguém me acredita. Talvez porque esses que não acreditam não passam pelas mesmas “inconveniências” que eu — e pelo visto, você também — passou.
Alex, sabe o que é… as pessoas entram no “automático”, estes absurdos todos não são percebidos, mas sim assimilados como parte da normalidade no dia a dia, até mesmo porque nosso conceito sobre o que é considerado “normal”, depende totalmente do referencial que temos, do comparativo com outras vivências. E, quem vive isolado na roça, não sabe obviamente que existe algo melhor, que há pessoas que dirigem bem e que o trânsito não precisa ser assim!
Pessoal, novo vídeo no ar, sobre o tema das FILAS – não percam: assistam Curitibanos Gostam de Fila! E comentem, claro
[...] P.S.: leia também o post “Curitiba – às Vezes me Sinto na Roça“ [...]
Eu odeio filas, principalmente a noite, por isso parei de frequentar os fast food, prefiro um cachorro quente agora.
Mas a culpa não é dos curitibanos pelas filas, é um simples problema de oferta e demanda, tenho certeza que se houvessem mais mcdonalds na cidade haveriam menos filas.
É muito egoísmo achar que o estabelecimento vai parar de atenter todo mundo pq as beldades querem seu lanche mais rápido.
Lembrem-se: a frota curitibana aumentou (e muito) nos ultimos anos, assim como a renda, e o número de McDonald`s na cidade continua o mesmo, ‘so poderia dar nisso.
Olá Diego, obrigado por compartilhar da sua opinião. Os pontos citados são válidos até certo ponto – o número de fast foods de forma geral aumentou sim… temos novos Subway, Burger King, Bob’s e muitos outros, alguns com opção de Drive também. A questão que se discute é a falta de agilidade dos franqueados (haja visto a diferença grotesca na qualidade entre McDonald’s Cristo Rei e Batel), além da demasiada importância/ deslumbramento que os curitibanos dão para produtos que no primeiro mundo são quase “lixo”. Ou seja, tratar lanche no McDonald’s como jantar elegante, acontecimento, por exemplo.
[...] This post was mentioned on Twitter by SinalVermelhoCWB, SinalVermelhoCWB. SinalVermelhoCWB said: "Curitiba: às Vezes me Sinto na Roça" – post de desabafo: http://www.sinalvermelhocuritiba.com/curitiba-as-vezes-me-sinto-na-roca/ [...]
Kra, você é pobre de espírito.
Um dia vais dar valor a tudo isso.
E olha que nem sou curitibano.
Conselho: vai pra São Paulo, meu!
Mas eu vou!!! Várias vezes por mês! Adoro! Não entendi seu comentário…
Amigo do Sinal Vermelho Curitiba, como é que poderia entender um comentário ordinário desses?!!! Porra, o cabra é um Zeh das Couves!!! hahahaha…
Cara, esse post é pra mim! CERTEZA! hehehe
..se bem que fiz o meu desabafo: http://twitpic.com/2vkie6
PORRA!
23h e eu só queria uma comida rápida! Mas como estabelecimento 24h é coisa rara em Curitiba, não me restou muita coisa no “caminho” de casa!
Chego aqui, abro minha querida caixa do “gigante” da rede.. big tasty… encontro essa MERDA!
a atendente sul-campinagrandense, pq nem curitibana deve ser, me avisou: “Estamos com falta de tomate” – não foi o que vi na merda do lanche!
Pela descrição, a loja é essa:
Avenida Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, 1081
Cristo Rei, Curitiba / PR
tive que buscar o endereço no google pq é a 3ª vez das 4 que fui lá que tive problemas (ok, não sou viciado, é a vagabundice fast-food mesmo)
1a: lanches maiores em caixas menores, ou seja: aperto e desconfiguração. (drive thru)
2a: lanche na loja. sujeira de que nosso blogueiro comentou
….
enfim, desculpa o desabafo fugindo do assunto… mas já que estamos no assunto PROVÍNCIA, acho que hoje posso colaborar…
valeu!
Bruno!!! Não peça desculpas não, o objetivo é este, seu depoimento foi muito bom, valeu por compartilhar conosco! De fato esta loja do McDonald’s é uma das piores da cidade, sem dúvida alguma! Está abaixo da crítica, não é o mesmo franqueado da loja do Batel, por exemplo. Lixo completo, muito boa a sua foto!!! Abraços
Quer ficar nervoso de verdade?? Tenta ir numa padaria dessas grandes tipo Família Farinha, Saint Germain… não sei o que dá mais nervoso se as atendentes em operação tartaruga ou os clientes que agem, como você diz, como quem vive na roça e tem todo o tempo do mundo… fila pra TUDO! Comprar pão que era uma coisa simples, virou o evento do dia! Dá uma depressão tudo isso… será que algum dia isso melhora?
Olá Debora!!! Demora….. ah se demora! Creio que Curitiba só muda quando o pessoal entender que precisa de profissionalismo e cortesia para a cidade se tornar verdadeiramente cosmopolita e atrair pessoas e investimentos. Mas enquanto o pessoal achar que o “pessoal de fora” não é bem-vindo, aí difícil melhorar né! Aguarde o próximo vídeo, é sobre este tema – FILA!
Concordo com você Debora. O pior é que essas porras desses estabelecimentos cobram os olhos da cara dos clientes e oferecem um serviço de merda, porque contratam pessoas por um salário de fome.
Sou curitibano e concordo com plenamente com você, para mim curitibano tem a mania de achar que está na Europa, usam mão inglesa no transito, demoram para escolher um McLanche Feliz como se estivessem escolhendo um vinho caro, tratam mal quem está o atendendo e varias outras coisas. Parabéns pelo blog e pela iniciativa, acompanho a algum tempo e todo dia passo para ver se encontro algo novo. Vou te dizer que a prefeitura de Curitiba ajuda bastante, sinalização falha, limite de velocidade muito abaixo do que se poderia andar na vida, radares e lombadas por todo o canto…
HAHAHAHA Ricardo, onde você estava antes??? este comentário foi ótimo, fatalmente entrará para os melhores da história, meu canário, estou me rachando de rir. Você podia comentar mais, por favor!!!! hahahah valeu.. Esta do McLanche foi perfeita… Abraços
Adorei isso de que escolhem McLanche Feliz como quem escolhe um vinho caro!! huauhauhahuahu!! Bando de tigre mesmo!
Muito bom o comentário do Ricardo! Curti também, teve presença de espírito! hehehe – (agora imaginem quando escolhem um vinho caro)
Curitibano é provinciano! Cabeça de roceiro!!! Pensa que a vida se resume a Clube Curitibano ou Graciosa e idas às porras dos Shoppings! Ô povinho pobre de espírito, fútil e medíocre! Não é à toa que Curitiba começa com CU!
Hahaha opinião radical do João Maluco… As duas primeiras frases eu assino embaixo. As outras, prefiro não manifestar… hehehe
Fica tranquilo amigo do Sinal Vermelho Curitiba, eu entendo sua abstenção! Mas que são verdades as três últimas frases, ah são!!! hahahaha…
Prezado Sinal Vermelho, foi muito real seu depoimento que aconteceu a MESMA coisa comigo. Só que tive azar nos DOIS drives, tanto no BK quanto no MC. Quando estava puto de esperar para pegar um lanche no BK, saí de ré em direção ao MC (ambos do Batel) porque lá é lento, porém mais rápido que o BK neste quesito. Fui já bufando de raiva para o MC. Chego lá outra fila quilométrica. E para variar uma Curitibano(a) dando showzinho no drive. Qual síndrome é essa de desprezar atendentes de fast food que ainda nenhum psicólogo descobriu. Acho que deveria existir uma tese de mestrado com os Curitibanos e seu tratamento com os trabalhadores de fast food. Não tem 1 vez que eu não frequente um ambiente desse que não tem 1 rolinho. Outro desabafo. Acho engraçado o Curitibano se orgulhar em falar que “EU SEPARO O LIXO”, só que não dá conta de levar uma mísera bandeja de plástico com seus restos para o lixo. Quer fazer esse teste? Vá ao BK do Batel a noite. O único modo de você pegar uma mesa é limpando o lixo de outro idiota. Pronto, agora me sinto melhor. HAHAHAHHA. Abraços
E aí Murillo! Falou tudo, é isso mesmo. Existe outro detalhe em Curitiba, que estamos tão acostumados que nem nos damos conta…. aqui somos muito mal atendidos e achamos tudo normal. Não eu, claro. Eu sei o que é ser bem atendido. Quando você paga por por um serviço, deve ser atendido de acordo, não é nenhum favor não, afinal você está pagando por isso. Garçom curitibano parece cego no meio do tiroteio: completamente perdido, não sabe o que fazer. Pior aquele garçom “tímido” que não olha para as mesas, fica ali fazendo tudo menos se preocupar com os clientes. Enfim, síndrome crônica… e o blog derivando do assunto trânsito para comportamento! hehehe
Daqui a pouco aparece os trolls e xenofóbicos aqui. Tem que encarar essas criticas como críticas construtivas. Não sou de Curitiba e na minha cidade também é uma bela bosta em vários aspectos, inclusive nessas filas de trânsito. Lá é cheio de gente de fora como tem gaucho, paulista, mineiro, traveco, etc. No começo eu era igualzinho aos ofendidinhos do site, mandava voltar pra sua cidade, etc. Mas bastou eu morar em outra cidade para ter a mente um pouco mais aberta e perceber que as críticas, apesar de um alto nível de sarcamo, eram para alertar de que existe melhores possibilidades que aquela. Vivendo e aprendendo. Portanto pessoal criado no ovomaltine e em grama sintética de codomínio, favor mudar de cidade pelo menos 1 vez na vida! haha. Abraços
Murillo, sabe que é isso mesmo, né? Mas eu acho que os ofendidos de plantão não vão aparecer não, ao menos se eles lerem o post sobre os comentários xenofóbicos antes. hehehe
Fugindo do assunto do post, vou dividir um ‘causo’ sobre garçom ocorrido comigo num restaurante dessa cidade que adoro. Estava eu sentado com outros amigos, chamei o garçom e pedi:
- Traga por favor um balde com 5 Originais..
Ele ficou olhando pra mim por alguns segundos com cara de banana… e disse:
- Aqui a gente só serve cerveja em garrafa..
Meus amigos seguraram a risada, mas eu, pacientemente, expliquei:
- Faça assim, pegue um balde desses de aluminio e coloque 5 garrafas de cerveja Original dentro.
O banana continuou a me olhar por alguns segundos e disse:
- Mas assim as cervejas vão esquentar…
Pacientemente expliquei mais uma vez:
- Depois que colocar as cervejas dentro do balde, complete com gelo!
O banana, que não era novo muito menos inexperiente ainda disse “boa idéia” antes de sair para buscar o pedido… hahahaha.
A ignorância é uma benção!
Hahahah mas você só pode estar de sacanagem comigo! Até para o “excepcionalmente ruim” padrão de atendimento da nossa querida cidade tupinquim, isso já é um absurdo. Porque esse imbecil, só internando! Ps.: eu ainda não acredito nisso!
meu amigo, vc não viu nada!
Espere chegar a época de final de ano, isso sim é tortura. Vá no Palladium no mês de Dezembro, aquilo sim é inferno. O engarrafamento começa no Rebouças, vc não consegue entrar, se entrou não consegue estacionar, se estacionou…. ai ferrou, vai ter que enfrentar aquele terror lá dentro.
Quer um conselho? Final de ano vá pra bem longe, é isso que eu pretendo fazer.
Boa sorte e sucesso!
Ah não, Shopping Center eu evito com todas as forças, jamais finais de semana à tarde (exceto Crystal que é mais tranquilo) e no Natal eu passo longe, compro tudo via Internet! Programa de lazer para mim não é Shopping Center, definitivamente. Mas, como tem fila, adivinha… curitibano adora!
Pois é!
Bom, Drive Thru nunca funcionou no Brasil, quem dirá em Curitiba.
Eu e meu marido já pegamos fila de madrugada nessa joça, e ficamos esperando, em média, 30 minutos… (é, 30 minutos!).
Aqui no exterior Mc Donald’s e Burger King, diferente daí, são restaurantes de fast food bem POVÃO. É uma das refeições mais baratas aqui. Faço a comparação usando um lanche do Mc Donald’s, que custa em média £3.79 (R$10,23) e um simples sanduiche natural comprado no supermercado, que custa £2.00 (R$5,40) e além disso o Drive Thru existe e FUNCIONA!
Expressão típica de Curitibano: Fila? Ôpa! Tô dentro… mas… pra o quê é mesmo?!
Hehehe…
É isso aí! Interessante seu post… =)
Bi, perfeito! Excelente comentário, que complementa muito bem meu artigo… valeu mesmo, excelente!!! Concordo 100%, quem vive no exterior recorre a fast food como opção rápida e barata. No Brasil e especialmente em Curitiba não, aqui é coisa “da moda”, elegante. Basta ver as filas intermináveis que surgiram no Outback do Shopping Curitiba assim que abriu. O povo da roça não conhece isso.
Concordo parcialmente com você. Curitiba realmente possuí problemas em atendimento noturnos. É muito dificil encontrar lugares que funcionem a noite (ou de madrugada). É uma das POUCAS falhas de Curitiba que me deixam realmente puto.
Mas você não pode generalizar a população curitibana inteira só porque você foi infeliz em 2 estabelecimentos. Até porque eles eram da mesma empresa…talvez o problema esteja na linha de Fast Food que você frequênta e não na cidade!
E ainda gosta das filas de SP? Bom..cada um com seus fetiches né!
Prezado Sr. Nivaldo Arruda: agora entendi, Curitibando.com- claro que você vai defender Curitiba com unhas e dentes não é mesmo? Isto acontece sempre, todas as vezes em Curitiba e aqui não é novidade pegar fila para ser mal atendido, além do que o povo realmente gosta de fila!!!
Ficar na fila 2 horas para receber uma porcaria de atendimento é normal aqui. Em São Paulo, pelo menos, após 1h30 de fila, consigo sem muito bem atendido, sem contar que mesmo nas esperas de restaurante você pode comer (petiscar) e beber na boa, coisa não tão comum na vila de Curitiba.
Concordo com o comentário e assino embaixo. Literalmente! ;D
Aproveito para complementar que se os bares/restaurantes daqui tivessem atendimento diferenciado, talvez, a cidade seria melhor.
Como já disse, vivo aqui há quase 20 anos, e vi muito como Curitiba cresceu e evoluiu, mas ainda tem muito o que aprender!
Abraços!
Sim, Alexandre, a cidade é exemplo em tantas coisas, possui excelentes bares e restaurantes, que têm tudo menos… atendimento! O paulistano sabe disso. Não há lugar no Brasil que atenda tão bem quanto São Paulo, qualquer pessoa que já foi pra lá sabe. Nem preciso citar Fogo de Chão, Quintal do Braz ou restaurantes tradicionais. Até mesmo em botecos e restaurantes simples, de bairro, percebe-se o cuidado com o consumidor, a INTELIGÊNCIA sobretudo. Atende melhor? Ganha gorjeta. Traz a conta rápido? Libera a mesa para outro cliente. Serve bebidas e petiscos na espera? Ganha mais dinheiro. Quantas vezes eu dou gorjeta adicional, além dos 10% para gaçons em SP, de tão bom o atendimento? Em Curitiba, a vontade é o oposto: de não dar gorjeta. Só não faço isso para não criar caso e passar por muquirana na frente da pessoa que está comigo.
Aquela velha história SVC, aqui os comerciantes e atendentes fazem um favor pra vc em lhe atender, e ser simpático ou agilizar o atendimento não está no Job description dos roceiros, afinal eles ganham R$1.000.000,00 por mês e a conta do orgulho só aumenta…isso é o que os Psicologos chamam de Sindrome do pequeno poder, onde o atendente pode te f** pq ele nao tá de bom humor (98% do tempo)…
Pois é Nhego, o salário tem que aumentar pois a mão-de-obra de qualidade está escaça em todos os setores aqui em Curitiba, dos mais básicos aos mais diferenciados. Entretanto, cabe dizer que forma-se um ciclo vicioso: o cara tá de mau humor porque a vida é uma merda e ele ganha mal, e o empregador não vai valorizar um mané que não é capaz nem de trabalhar direito. É isso aí.