- 11 de janeiro, 2012
- Categoria: Artigos
O SinalVermelhoCuritiba.COM recebeu uma denúncia muito grave e preocupante. Se, por um lado, ficamos felizes por estarmos recebendo denúncias – pois são provas do nosso sucesso e credibilidade – por outro, ficamos bastante chocados com o relato que virá a seguir.
A pessoa que nos escreveu é uma jornalista que identificamos positivamente, ela realmente existe e a história confere. Entretanto, por vários motivos, ela não quis se expor e se identificar. Temos também em nosso poder data, hora e número do táxi que protagonizou o trágico evento. Porém, não cabe a nós divulgar essas informações. Leia e tire suas conclusões.
Relato de uma tentativa de estupro em Curitiba
Era madrugada, saída de balada, na região do Batel. Nossa personagem, ao voltar para casa, não conseguiu chamar seu conhecido e resolveu pegar táxi em um ponto próximo do bar onde estava. A propósito, tanto o bar quanto o ponto foram relatados, porém, preferimos não divulgar. Devido à forte chuva que caía, a jornalista conversou com o taxista e explicou que ele poderia ficar de olho na porta do bar, pois sempre haviam pessoas precisando de um carro. E isso deu margem a uma conversa que se estendeu até a casa da vítima. Sabemos que taxistas adoram puxar uma conversa, ainda mais sobre condições meteorológicas, e a passageira foi apenas simpática de dialogar com o sujeito.
Ao chegar em sua casa, ela estendeu uma nota de R$ 50,00 para receber o troco. Nesse momento, o taxista agarrou o braço dela e puxou com força, fazendo com que caísse de joelhos dentro do carro. Ele falou “Eu te quero“, com essas palavras. A jornalista tentou argumentar, alegando que seu namorado estaria esperando dentro de casa, mas de nada adiantou. Veja algumas palavras do relato:
“Assim que pedi o troco, abri a porta do carro. Ele ficou furioso, e arrancou. Nessa hora, eu comecei a perceber que realmente estava numa fria. Puxei a porta do carro. E pensei: ‘Eu preciso ficar calma’. Ele virou a primeira rua à direita e eu peguei meu celular escondido. E comecei a mandar mensagem. Lembro que ele conversava comigo, mas não consigo lembrar o que era. Deixei uma mensagem pronta ‘Estou precisando de ajuda‘ e mandei para todos os homens que eu sabia que podiam estar acordados.”
O taxista não parou em nenhum sinaleiro. Tocou o carro por algumas ruas escuras, até que parou, desceu do carro e se dirigiu ao banco de trás.
“Nessa hora eu CONGELEI. Eu não sabia o que fazer, o que pensar. Na hora que vi aquele homem sentando ao meu lado, o choro foi pior.”
Aí iniciou-se a investida sexual. O taxista começou a beijar e puxar o cabelo da vítima, enquanto ela se debatia e o empurrava, se defendendo de todas as maneiras possíveis. Foi nesse momento que seu celular tocou e ela conseguiu atender. Tão logo atendeu, informou o número do táxi e o local onde se encontrava.
Depois disso, o taxista se deu conta da besteira que havia feito. Imediatamente, temeroso, voltou para o banco da frente, acelerou o carro e deixou a jornalista em frente de casa. O troco nunca veio. O indivíduo, além de estuprador, é também sequestrador e ladrão.
Consequências
Como toda vítima de estupro (ou tentativa), nossa personagem passou por estágios de choro, depressão, tomou vários banhos e ficou abalada psicologicamente. Não queria falar com ninguém, mesmo assim criou coragem para relatar o caso a alguns amigos, alguns deles policiais. Apesar de tudo, ela não teve coragem de fazer a denúncia. Afinal de contas, o fato de morar sozinha e não ter familiares na cidade são fatores que pesam contra. Há sempre o medo do marginal não ser preso, ou conseguir sair e planejar uma vingança. Afinal de contas, ele sabe onde ela mora.
O SVC acha que esse tipo de situação deve sempre ser denunciada. O malfeitor já está identificado, sendo fácil prendê-lo. Entretanto, compreendemos os motivos que levaram a jornalista a desistir dessa empreitada. Para a mulher, não é nada fácil tomar essa atitude, ainda mais na situação dela. Mas o fato ocorreu há pouco tempo e ainda temos esperança que ela mude de ideia e a justiça seja feita, dando a esse bandido o “tratamento” que ele merece.
Ficam as lições, compartilhadas pelo SVC e pela vítima: em primeiro lugar, as mulheres devem evitar pegar táxi sozinhas durante a madrugada. Para se ter uma ideia, conhecemos a filha de um taxista cujo pai a proibiu de pegar táxi e a orientou que, em último caso, ao entrar no veículo já informe ser filha de taxista. Ou seja, se nem eles confiam nos colegas, boa coisa não é.
Se pegar um táxi for absolutamente necessário, é sempre melhor chamar em uma central (rádio taxi), na qual a corrida ficará devidamente registrada e o indivíduo pensará duas vezes antes de fazer besteira.
Finalmente, diante desse relato, fica fácil entender as ameaças de morte e agressão física que recebemos dos taxistas inconformados com as matérias que postamos aqui no blog. Afinal, boa parte deles parecem ser bandidos mesmo. Siga esse link para conferir as matérias anteriores sobre os “laranjitos” (clique).
E vocês, amigos do SVC, o que têm a dizer diante de tudo isso?
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