- 4 de março, 2012
- Categoria: Artigos
Update 05/03: confira a matéria da RPC demonstrando como a praça foi destruída e o lixo foi espalhado por muitas quadras, apesar da entrevista com um imbecil que falou que a galera estaria curtindo a festa “sem jogar lixo na praça“.
Ano passado já comentamos aqui no blog sobre a ideia ridícula de comemorar um Reveillon fora de época, como se todos os malditos feriados de início de ano, que atrasam toda a conjuntura econômica do país, já não fossem suficientes para todo o povo festar até a morte. A comemoração do ano passado deixou a Praça Espanha em situação lastimável (clique).
Esse ano, os moradores e comerciantes acharam ruim. Mas a culpa é deles! Afinal, quem tive a ideia mega-estúpida-das-galáxias foram estes acéfalos que criaram o tupiniquim, jacu e provinciano termo Batel Soho, que deu origem a um post de protesto e verdade do SVC (leia).
Obviamente, a coisa não deu certo. Tudo o que é modinha em Curitiba obedece a um ciclo básico – isso vale para bares, baladas, shopping centers e tudo o mais:
- Deslumbramento: todos acham a ideia fantástica
- Modinha VIP: todas as pessoas bacanas querem frequentar o mesmo lugar, causando filas e transtornos. Nojo, filas e filas VIP
- Modinha VILA: a periferia acha legal e quer seguir os passos dos bacanas, logo, entope de vileiros (lá vêm os ofendidos)
- Realidade: enquanto 5% dos lugares conseguem manter um público agradável e contínuo (ex.: bares como Taco ou TAJ), o resto entra na fase de decadência, a moda passa e todos se fodem (ex.: Shopping Estação, Praça Espanha, entre outros). Muitas casas noturnas, por consequencia, se popularizam ou viram lugares onde putas vão atrás de velhos com grana, no melhor estilo “clube do uísque”.
Enfim, estou resumindo o conceito. A Praça Espanha é um dos exemplos de mais uma ideia de merda que resultou, no meu ver, no caos local. Se você duvida, veja apenas uma matéria que cita exemplo de morte no Batel Soho. Não há lugar para estacionar, tampouco infraestrutura para receber um evento com milhares de pessoas.
Os comerciantes e moradores do Batel Soho, que antes achavam bonita a ideia de criar um local referência de caipiragem, agora estão sofrendo, já que os vileiros tomaram conta. No sábado à noite, dia da tal festa, formou-se um gigantesco congestionamento nas imediações da praça, que logo tomou vários bairros. Galeras circulando a pé, em bando, carregavam caixas de bebida, tubões e toda espécie de farofagem portátil.
O resultado? Vandalismo, sujeira e muito mais. Vou postar apenas uma matéria da Banda B, sugerida pelo Leonardo, mas logo surgirão mais. Fiquem à vontade para colocar links nos comentários!

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